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Janot denuncia Aécio ao STF por corrupção e obstrução de Justiça


Acusação, que será analisada pelo ministro Marco Aurélio Mello, é referente à gravação da PF que mostra o tucano negociando R$ 2 milhões com dono da JBS

procurador-geral da República, Rodrigo Janot, denunciou pela primeira vez no âmbito da Operação Lava Jato o senador afastado Aécio Neves (PSDB) pelos crimes de corrupção e obstrução de Justiça. A PGR acusa formalmente o tucano de pedir e receber 2 milhões de reais de propina do dono da JBS, Joesley Batista, que fechou acordo de delação premiada com a procuradoria.
Além de Aécio, também foram denunciados a sua irmã, Andrea Neves; o primo Frederico Pacheco, e o advogado Mendherson Souza Lima, ex-assessor do senador Zezé Perrela (PMDB-MG) — os três estão presos desde a deflagração da Operação Patmos na semana retrasada. De acordo com o procurador, o recebimento do valor teria sido intermediado por Frederico e Mendherson, que teriam entregue parte dos recursos a uma empresa ligada ao filho de Perrella. A denúncia está baseada em gravações feitas pela Polícia Federal.
A acusação será analisada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Marco Aurélio Mello e julgada pela Primeira Turma da Corte, constituída pelos ministros Alexandre de Moraes, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Luiz Fux. Essa é a primeira denúncia oferecida contra Aécio, que é alvo de outros sete inquéritos no STF, cinco em razão da megadelação da Odebrecht e outros dois sobre irregularidades em Furnas e na CPI dos Correios.
A defesa do senador afastado têm alegado que o pedido de dinheiro a Joesley, feito em conversa gravada pelo delator, foi um empréstimo para renumerar advogados. Segundo ele, o empresário teria armado uma situação em que o empréstimo de 2 milhões pareceria um ato ilegal. O senador nega que tenha havido qualquer contrapartida pelo valor, descaracterizando atos de corrupção.

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