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Cantora é morta a marteladas em motel e tem corpo queimado


Cantora e musicista Mayara Amaral teve o corpo encontrado no meio do mato.

A cantora e multi-instrumentista Mayara Amaral foi assassinada. A informação foi confirmada nesta quarta-feira (24) pelo portal de notícias G1. O corpo de Mayara, que era uma exímia musicista, [VIDEO] foi encontrado no meio do mato, em um bairro da capital Campo Grande, no Mato Grosso do Sul.


A Polícia Civil do estado diz que a cantora sofreu verdadeiras barbaridades antes de ser assassinada. O relato está chocando amigos e fãs, que utilizaram as redes sociais. "Mayara sempre foi uma pessoa muito boa. Não dá para entender. Logo ela, que não arranjava nenhuma confusão com ninguém", chegou a escrever um amigo na timeline da artista.

Mayara Amaral teve corpo queimado após sessão de marteladas, no Mato Grosso do Sul
Os investigadores informaram que a cantora foi morta em um motel do bairro José Abrão. Ela foi assassinada a golpes de martelo.

A Polícia Civil chocou ao revelar ainda que o #Crime teria sido todo planejado e que o objetivo inicial dos criminosos era apenas roubar a vítima. Os autores do crime foram identificados pelas autoridades como Ronaldo da Silva Onedo, de 30 anos, e Luís Alberto Bastos Barbosa, de 29 anos de idade.
Homem atraiu artista para encontro amoroso com mais um e depois a matou
A vítima teria se relacionado sexualmente com os dois homens. Inicialmente, Mayara foi atraída para um encontro amoroso com Barbosa.
Depois de o trio ter se relacionado no motel, a cantora foi assassinada com golpes de martelo.

Em seguida, o corpo da profissional da música foi colocado no veículo dela. O cadáver foi transportado para a casa de um terceiro homem, que teria ajudado no crime após a execução de Mayara. Esse criminoso foi identificado como Anderson Pereira, de 31 anos.

Os bandidos, então, dividiram o que a mulher tinha consigo e, após isso, simplesmente, abandonaram o cadáver dela na estrada. O corpo foi encontrado horas depois.

Mayara Amaral ainda foi carbonizada após a morte
Os três homens ainda pretendiam não deixar qualquer vestígio do crime e, segundo a polícia, colocaram fogo no corpo da mulher. As chamas foram colocadas no mato e atingiram apenas uma parte do corpo da artista.

O suspeito Luís Alberto, dos três, é o único que confessou que assassinou a mulher. Ele se defendeu e disse que na data do crime estava fora de si e que acabou cometendo o assassinato. Os outros dois presos, no entanto, revelaram que foi Luís quem planejou todo o crime e que queria matar a cantora.


A confissão do assassino de Mayara: “Fui movido pelo ódio”
Luís Alberto Bastos Barbosa conta como matou, a golpes de martelo, a violonista e depois ateou fogo em seu corpo em um terreno baldio
O baterista e técnico de informática Luís Alberto Bastos Barbosa, de 29 anos, foi preso no dia 26 de julho acusado de ter participado da morte da violonista Mayara Amaral, de 27 anos. Ela foi assassinada com três golpes de martelo na cabeça na madrugada do dia 25, em Campo Grande (MS). Em depoimento prestado no mesmo dia que foi preso, ele contou que Ronaldo da Silva Olmedo, de 30 anos, conhecido como Cachorrão, estaria na cena do crime e teria sido o autor das marteladas. Em entrevista a VEJA concedida dentro da Cadeia de Trânsito de Campo Grande, Luís Alberto resolveu assumir sozinho a autoria do assassinato. A delegada que comanda as investigações, Gabriela Stainer, já tinha indícios que ele estava sozinho na cena do crime. “O martelo pertence ao Luís, e o Cachorrão sequer aparece nas imagens das câmeras do motel”, diz a delegada. Luís também havia contado à polícia que Cachorrão e outro preso, Anderson Sanches Pereira, teriam participado de outra cena de terror: a carbonização do corpo de Mayara depois do assassinato. Na entrevista a seguir, ele desmente a informação: assume que tentou se livrar do corpo sozinho.

Onde você conheceu a Mayara? Num bar chamado Drama, há três meses. Tocamos juntos e, primeiro, rolou uma amizade. Só depois de duas semanas nos beijamos. Tenho namorada, mas sentimos uma atração e não resistimos.
Por que mudou a versão sobre o assassinato? Pus a culpa no Cachorrão para me livrar. Achava que se envolvesse outras pessoas, minha pena seria menor. Como ele já tinha passagem pela polícia, menti que ele fez tudo. Mas, se olharem as digitais no cabo do martelo, vão ver que são minhas. Resolvi contar toda a verdade e enfrentar o que vem pela frente. Cometi um erro grave e quero pagar por ele.

Não pensou por um momento nas consequências? Fui movido pelo ódio porque tínhamos discutido e ela debochou da minha namorada. Chamei-a de vagabunda e ela me bateu. Tive um ataque de fúria, tinha bebido e cheirado. Depois que tudo aconteceu, chorei por mais de duas horas seguidas.

Por que você carregava um martelo na mochila? Porque para comprar pó eu ando em umas quebradas. Uso o martelo para me proteger.

Como você se livrou do corpo? Primeiro, pus ela no porta-malas. Depois, voltei ao quarto para limpar o sangue. Paguei a conta de 100 reais do motel, mas faltava 20. Aí deixei a carteira de identidade dela na recepção como garantia para pagar o restante depois. Mas não voltei para pagar.

Para onde você levou o corpo? Para a minha casa. Lá, guardei as coisas dela. Aí levei para um terreno baldio, mas não consegui enterrar porque a areia era muito fofa. Comprei álcool no posto e fui a outro terreno. Lá, ateei o álcool nela e no mato para fazer parecer que era um incêndio.

Você fez isso sozinho? Fiz tudo sozinho. Só procurei o Ronaldo (Cachorrão) e o Anderson para me livrar do carro. Eles compraram por 1 000 reais. Essa foi a única participação que tiveram no crime.

Achava que ninguém descobriria o crime? Desde que me dei conta de que matei a Mayara, sempre soube que seria pego.


Está arrependido? Estou. Queria pedir desculpas à família da Mayara e à minha. Por mais que ninguém vá acreditar, eu gostava dela. Minha vida está destruída. Eu ia me casar, estava procurando casa, dei entrada para sacar o FGTS. Agora, não sei o que será de mim. Quando fecho os olhos, vem a imagem da Mayara e o momento do crime. Não tenho religião, mas, à noite, na cela, eu grito por Deus.