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Padre é preso por abuso sexual em Caiapônia


Jovens acusam pároco de realizar "santificação" para praticar abuso sexual


Nesta quarta-feira (16/8), foi executado o mandado de prisão contra o Padre Iran Rodrigues Souza de Oliveira na cidade de Caiapônia pela Operação Sacrilégio, do Ministério Público do Estado de Goiás (MPGO), que investiga as denúncias de abuso sexual contra o líder religioso. Os depoimentos narram como o padre agia para praticar os abusos, uma delas tinha 14 anos quando foi vítima de Iran em 2014.
Hoje com 17 anos, a vítima conta que foi ao encontro do padre para confessar que havia perdido a virgindade e que estava arrependida. Ele perguntou se, caso houvesse uma forma de recuperar a virgindade, ela aceitaria se submeter ao procedimento. No que a vítima aceitou, o padre então orientou que ela retornasse para casa, tomasse um banho e o encontrasse na casa paroquial.
Ao retornar de casa, a vítima conta que o padre afirmou que faria um “procedimento de santificação” para que ela voltasse a ser virgem e, em seguida, pediu que ela tirasse toda roupa e a tocou em várias partes do corpo. Segundo depoimento da vítima, o padre a tocou inclusive na genitália, alegando que o objetivo era “santificar” a regão para recuperar a sua virgindade.
Esse tipo de encontro ocorreu outras vezes, um deles em um evento religioso em Caldas Novas, no ano de 2015. Neste, conforme o relato da vítima, o padre alegou que o objetivo era conferir se a jovem havia recuperado a virgindade. Ela relatou ainda ao MPGO que trocou também várias mensagens por celular com o Iran, que a orientou realizar outro procedimento para “santificação” e solicitou em seguida que enviasse fotos dela nua e de suas partes íntimas para comprovar o resultado do tal procedimento.
Após ser aconselhada pela amiga, essas mensagens foram objeto do registro em uma ata notarial em cartório e, também, de uma medida judicial de interceptação telemática que comprovou as conversas. No mês de agosto, já sob monitoramento , o padre pediu novas fotos da vítima nua, o que permitiu que o Centro de Inteligência do MPGO solicitasse a identificação do proprietário do número de celular. O padre foi identificado, detido e levado até o município de Anicuns para prestar depoimento ao MPGO.
O Ministério Público ouviu outra vítima que relata fatos semelhantes que teriam ocorrido em 2014, incluindo o procedimento de santificação, quando a jovem tinha 21 anos. O mandado judicial foi feito pelo promotor Danni Sales, que investiga também as denúncias de abuso sexual contra o padre feitas por jovens de Americano do Brasil, distrito judicial de Anincuns.
O mandado judicial foi realizado com apoio do Centro de Inteligência do MPGO e das Polícias Militar e Civil. Além do mandado de prisão, foi cumprido também o mandado de busca e apreensão na casa do pároco, onde foram apreendidos computador, arquivos de mídia, pen drives e celular.
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