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Produtor cultural Nando Cosac é encontrado morto às margens da GO-309



Produtor era primo da empresária Martha Cosac, também assassinada em em 1996


No último domingo (20/8), o produtor e curador cultural Luiz Fernando Cosac, 72, foi encontrado morto dentro de seu carro, com um corte no pescoço, parado às margens da GO-309, entre as cidades de Caldas Novas e Pires do Rio. Ele era primo de Martha Cosac, 44, empresário assassinada junto com seu sobrinho Henrique Talone, 10, há 21 anos. A Polícia ainda não sabe a motivação do assassinato do produtor.

De acordo com a Polícia Civil, Luiz Fernando estava à caminho de Ipameri, onde nasceu e mora numa casa herdada da família e transformada em um centro cultural da cidade. A Polícia descartou latrocínio, morte motivada por roubo, pois todos seus pertences foram encontrados no veículo. O produtor foi encaminhado para o Instituto Médico Legal (IML) e em seguida para sua cidade natal para ser velado. Cozac deixou um filho que mora na Holanda.

Caso Martha Cosac
A morte da tia de Luiz Fernando, Martha Cosac, também tomou grande repercussão em 1996, quando foi assinada com seu sobrinho de 10 anos, Henrique Talone, dentro da própria casa, no Setor Sul, Goiânia. De acordo com a denúncia do Ministério Público do Estado de Goiás (MPGO), o funcionário de Martha e primo de terceiro grau da criança, Frederico da Rocha Talone, e o policial militar Alessandri da Rocha Almeida mataram Martha e o sobrinho para roubar o carro, cartões e cheques.

Entretanto, ambos os suspeitos foram absolvidos pela falta de provas durante julgamento que durou mais de 30 horas. Apesar da materialidade do crime, o conselho de sentença não atribuiu aos dois a autoria do crime, nem responsabilizaram o funcionário Frederico pelo crime de roubo.

Produção cultural e curadoria
Nando Cosac, como ficou conhecido, morou por muito anos em Brasília (DF), onde trabalhou como curador e produtor cultural, além de trabalhar como artista plástico, arquiteto e cenógrafo. Ele estudou na Universidade de Brasília (UnB), nos anos 60, e participou ativamente dos movimentos de resistência à ditadura militar.

Entre seus trabalhos como curador estão as exposições dos artistas Iá Oberlaender e Sônia Schuitek na Biblioteca Nacional, em 2010. Ao retornar para sua cidade natal, Nando abriu em sua própria residência o Instituto de Cultura Romão Edreira também em 2010, onde funciona um espaço para que diversas manifestações artísticas contem a história da cidade.