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Adolescente que confessou ter matado vizinha de 14 anos vai cumprir medida socioeducativa, diz TJ


Segundo TJ-GO, ele ficará internado por até 3 anos. Estudante foi morta a facadas na escadaria de condomínio onde morava, em Goiânia.



O adolescente de 13 que confessou ter matado a estudante Tamires Paula de Almeida, de 14 anos, foi julgado pelo Juizado da Infância e Juventude e deve cumprir medida socioeducativa máxima pelo ato infracional, segundo o Tribunal de Justiça do Estado de Goiás (TJ-GO). O órgão informou ainda que a medida precisar passar por nova avaliação a cada seis meses e o garoto pode ficar internado por, no máximo, três anos. O G1 tenta contato com a defesa do adolescente, mas as ligações não foram atendidas até a publicação desta reportagem. O garoto passou por audiência na sexta-feira (22). Do lado de fora do prédio, dezenas de parentes de Tamires, vestidos com camisetas com a foto da adolescente estampada, pediam "justiça". Já a mãe do adolescente já havia dito que entende que o filho deve ser responsabilizado pelos atos. Abalada, ela tenta entender o que aconteceu e as razões que o levaram a cometer o ato. Ela contou ao G1 que viu o corpo da vítima na escadaria do prédio. Na hora, ela disse que teve um “apagão” e desmaiou, sofrendo um princípio de AVC. Crime A vítima foi morta a facadas no último dia 23 de agosto por volta das 13 horas, quando os adolescentes iam para o colégio. Segundo a Polícia Civil, o crime começou no corredor do 5º andar, onde a vítima e a mãe moravam. “Ele ficou aguardando ela na escada e, na hora que ela chegou perto do elevador, ele a dominou com um golpe mata leão, que ele fazia jiu-jítsu, e que a levou para a escadaria onde começou a execução do crime”, relatou o delegado responsável pelo caso, Luiz Gonzaga Júnior. Imagens de câmeras de segurança mostram o garoto logo após a morte da vizinha (assista abaixo). Após o fato, o adolescente foi para a escola, onde contou o que havia feito a um coordenador. Em seguida, uma equipe do colégio correu ao prédio para tentar salvar a vítima. O rapaz foi apreendido e levado para um centro de internação. Investigação O delegado defende que o crime foi premeditado. “Ele escolheu três meninas do colégio por entender que seria mais fácil de executar o crime. A Tamires mais fácil ainda por residir no mesmo prédio e estudar no mesmo colégio”, contou. Segundo testemunhas, vítima e suspeito não tinham desavenças. “O depoimento da mãe dela veio a corroborar as provas já apresentadas de que o adolescente não tinha motivação para praticar tal crime. Segundo a mãe, tanto ela quanto a filha, não tinham relação de amizade ou de inimizade com o adolescente”, defendeu Júnior. O advogado do adolescente, Agnaldo Domingos Ramos, dias após a morte de Tamires, afirmou que seu cliente se mostrou arrependido ao rever os pais em depoimento na delegacia. “Nesse encontro com a mãe e com o pai ele manifestou arrependimento. Ainda disse mais: Caiu a ficha, mãe”, afirmou em entrevista à TV Anhanguera. Luto A mãe de Tamires Maria Paulo de Almeida, já havia pedido que o adolescente ficasse internado pelo máximo de tempo possível. Ela relatou que viu o corpo da filha e não consegue esquecer a imagem. O corpo de Tamires foi velado na Casa de Velórios de Pires do Rio no dia 24 de agosto. Cerca de 200 pessoas estiveram no local para se despedir. O enterro ocorreu às 11h, no Cemitério Explanada. Muito abalada, a mãe dela passou mal, precisou ser amparada e foi retirada do local antes do fim da cerimônia. No último dia 29 de agosto, foram realizadas missas de sétimo dia em homenagem à estudante em Goiânia e em Pires do Rio. Na capital, amigos e vizinhos compareceram para lembrar a adolescente. Já na cidade onde ela nasceu e vive a maioria dos familiares, parentes participaram da cerimônia.

PARA LEMBRAR QUE ESSA LEI É DEFENDIDA PELO PT 

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