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PM filmado agredindo frentista em Abadia de Goiás é indiciado por abuso de autoridade


Confusão começou após militar sair de posto de combustíveis sem pagar o abastecimento. Polícia Militar também apura a conduta do servidor.


O soldado da Polícia Militar Jhonathan Martins Borges, filmado agredindo um frentista em um posto de combustíveis de Abadia de Goiás, foi indiciado nesta sexta-feira (22) por abuso de autoridade. Segundo as investigações, a discussão começou após o agente sair sem pagar pelo abastecimento. A Corregedoria da PM também apura a conduta do servidor. O delegado responsável pelo caso, Arthur Fleury, explicou que o militar havia esquecido o dinheiro e o cartão de crédito em casa. "O policial ofereceu de maneira irônica a arma como garantia de pagamento até ir a casa e buscar o cartão. O frentista disse que aceitaria, mas o agente rebateu, dizendo que se a vitima ficasse com a pistola, seria presa", afirmou. Após essa discussão, o militar saiu sem pagar, dizendo que buscaria o cartão. Imagens de câmera de segurança e também feitas com o celular da vítima mostram quando o policial volta ao posto, já exaltado e dá um tapa e um empurrão no frentista. Após o pagamento, ele ainda ameaça: “Isso morre aqui, você está entendendo? Você está se fazendo de bobo. Se isso aqui sair daqui....”. "Ficou comprovado que houve um abuso de autoridade, que o policial se excedeu. Se ele tivesse sido desrespeitado, desacatado, o que não ficou comprovado, ele teria que ter dado voz de prisão, não agredido o homem", explicou. O processo foi concluído e remetido ao Poder Judiciário. O delegado também encaminhou uma cópia do processo à Corregedoria da Polícia Militar, que também vai analisar a conduta do servidor. A assessoria de imprensa da PM informou que o policial estava de folga no dia da agressão. Ele segue trabalhando no serviço operacional. Ele mora em Abadia de Goiás e trabalha em Goiânia. A sindicância da PM tem prazo de 30 dias para ser concluído, podendo ser prorrogado por mais 20. Após a agressão, o frentista pediu demissão e se mudou de cidade. O frentista contou que temeu por sua vida. “Eu tinha certeza que ele ia voltar para me matar lá”, disse, sem se identificar. Entretanto, o delegado informou que a vítima não foi ameaçada ou perseguida após a agressão e que o policial cooperou com as apurações.   Fonte G1