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PM que agrediu frentista diz em depoimento que foi provocado em posto de combustíveis


Vídeos registraram quando agente retorna ao local após sair sem pagar e dá um tampa no atendente.


Um policial militar filmado agredindo um frentista em um posto de combustíveis de Abadia de Goiás prestou depoimento e disse que foi provocado pelo homem, que agiu com deboche. A confusão começou após o agente se irritar ao ser questionado por sair sem pagar o valor de R$ 20 pelo abastecimento. Vídeos registraram quando o militar dá um tapa e empurra o atendente (veja acima). A PM já apura o caso. De acordo com o delegado Arthur Fleury, o policial afirmou que ao perceber que tinha esquecido o cartão para pagar pelo combustível, pediu para retornar em casa e buscá-lo. “Ele alega que pedi u para deixar sua carteira funcional de PM como garantia até retornar, mas que o frentista recusou, falando que podia ser falso, que policiais tinham essa mania de não pagar as contas, e pediu para ele deixar a arma. Ele disse que, ao voltar, o frentista estava com um tom de deboche, rindo, e ele perdeu a cabeça”, contou. As imagens foram registradas no último dia 10, mas divulgadas somente agora. Elas mostram quando o policial militar, fardado e armado, retorna ao posto após ter saído sem pagar pelo abastecimento. Durante a agressão, o policial ainda ofende o frentista. “Larga de ser vagabundo. Cara, vou partir sua cara. Você está achando que eu ia te dar o cano?”, disse na gravação. No fim, ele ainda ameaça: “Isso morre aqui, você está entendendo? Você está se fazendo de bobo. Se isso aqui sair daqui....”. O frentista contou que temeu por sua vida. “Eu tinha certeza que ele ia voltar para me matar lá”, disse, sem se identificar. Após a agressão, o homem pediu demissão do posto e se mudou de cidade com medo de ser perseguido. A Polícia Civil ainda não ouviu o frentista, mas já apura a conduta de cada um. “O policial errou ao desferir o tapa. Se ele foi ofendido, se houve desacato, teria que ter sido dada a voz de prisão. Agora vamos saber o que aconteceu antes, o que levou o policial a fazer isso. Analisamos os fatos para saber qual o crime ocorreu, se foi vias de fato, se foi desacato ou se foi abuso de autoridade”, disse o delegado. Em nota, o coronel Divino Alves, comandante geral da PM, informou que o policial já foi identificado e foi instaurado um procedimento administrativo interno para apurar o fato. Além disso, já foi feito contato com o frentista para orientá-lo a fazer uma representação contra o policial. Porém, mesmo que isso não seja feito, todas as providências administrativas seraõ tomadas pelo comando da corporação.