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Vereador denuncia supostas fraudes em contratos de manutenção de caminhões da Comurg


Segundo Elias Vaz, uma empresa ofereceu valor de R$ 12 a hora, mas prefeitura contratou outra que ofereceu preço de R$ 84. Prejuízo pode ter chegado a R$ 4 milhões.


O vereador Elias Vaz (PSB) denunciou nesta quarta-feira (13) que houve fraude e superfaturamento no contrato para manutenção de caminhões de lixo da Companhia de Urbanização de Goiânia (Comurg). Segundo ele, foi feito um contrato de emergência com uma empresa com um valor sete vezes superior ao oferecido por outra companhia. O que chamou a atenção do parlamentar é que os sócios das duas interessadas no contrato são os mesmos. O prejuízo pode ter chegado a R$ 4 milhões. Ainda de acordo com o vereador, foi feito, em 2016, um pregão para selecionar a empresa que prestaria o serviço. A Cidade Pneus ganhou o processo oferecendo um custo de R$ 12 a hora e um desconto de 72% no valor das peças. Porém, o Tribunal de Contas do Município (TCM) suspendeu o processo até concluir uma investigação sobre a regularidade do processo. "Em outubro, o TCM autorizou a continuidade do contrato. Porém, ao invés de fechar com a primeira empresa, a Comurg assinou com a Útil Pneus, que oferecia um valor de R$ 84 a hora e um desconto de 16%. E o sócio de um era o mesmo da outra", disse Elias Vaz. Ele aponta que, além desse superfaturamento, houve uma fraude na prestação do serviço. "Em um mês, foram trocados mais de 100 feixes de mola de apenas 15 caminhões. Teve caminhão que trocou duas vezes no mesmo mês. Foram substituídas 24 baterias em nove caminhões. Isso tudo mostra que o serviço não foi executado", disse. Muito gasto em poucos dias O vereador explicou ainda que, em pouco mais de 40 dias, foram gastos mais de R$ 5 milhões com manutenção. “Se fosse com a empresa que ofereceu o menor preço, considerando a diferença de valores e porcentagens, esse gasto não chegaria a R$ 1 milhão. Temos que averiguar, mas o prejuízo pode ter sido de aproximadamente R$ 4 milhões”, declarou. Agora, Elias afirmou que vai entrar com um pedido para que o contrato com a empresa seja anulado e tanto a Cidade Pneus quanto a Útil Pneus sejam consideradas inidôneas. Assim, não poderiam mais firmar contratos com o poder público. Respostas Em nota enviada ao G1, a assessoria de comunicação da Comurg informou que o contrato de emergência foi firmado durante a gestão anterior, no valor de R$ 5,4 milhões. Neste período, foi realizado um processo licitatório no qual a empresa vencedora desistiu antes mesmo de começar a prestar o serviço alegando que não teria como cumprir os preços ofertados. O ex-presidente da Comurg, Edilberto Dias, que assinou o contrato, foi procurado pelo G1, mas as ligações não foram atendidas até a última atualização desta reportagem. Atualmente, vigora um contrato de emergência da Comurg com outra empresa terceirizada. Um processo licitatório está em trâmite para que outra responsável seja contratada. O G1 entrou em contato com a Útil Pneus às 11h, por telefone, e uma funcionária disse que somente o responsável, que não estava no local, poderia falar sobre o caso. Já a empresa Cidade Pneus não atendeu às ligações.