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MP move ação de improbidade contra servidoras de Catalão GO suspeitas de desviar vacinas de H1N1


Trio já responde em esfera criminal por peculato, em Catalão. Mulheres chegaram a ser presas, mas respondem processos em liberdade.



O Ministério Público do Estado de Goiás (MP-GO) move uma ação civil pública por improbidade administrativa contra três servidoras suspeitas de desviar 100 vacinas contra H1N1 da rede pública de saúde de Catalão, no sudeste do estado, e pede que o Estado seja ressarcido. Andreia Maria dos Santos, Ivanete Lino dos Santos e Maria Isabel Pereira Coelho dos Santos já respondem na esfera criminal pelo crime de peculato. O G1 não localizou as defesas das citadas para comentar o caso. Conforme a ação proposta pela promotora Ariete Cristina Rodrigues Vale, Andréia, que é uma servidora da Secretaria Estadual de Saúde (SES), tinha acesso às doses e teria desviado 100 delas e entregue à sua tia, Ivanete, então servidora comissionada do município. Ainda conforme a ação, Ivanete teria pedido a Maria Isabel, enfermeira servidora do município, que fizesse as aplicações em quem as procurasse. Na época, as duas mulheres, que eram vizinhas, foram presas pela Polícia Civil após denúncias de moradores da cidade feitas à Vigilância Sanitária do município. Na ocasião, Ivanete confessou ter recebido as doses da sobrinha e que Maria Isabel estava fazendo as aplicações. Após as prisões, ao ser questionada sobre os fatos, Andréia teria negado a participação no esquema. O delegado responsável pelo caso, Jean Carlos, informou que elas foram indiciadas por peculato e, algum tempo depois da prisão, foram soltas para responder processo em liberdade. O atual secretário de saúde de Catalão, Fernando Neto, informou que a servidora comissionada, Ivanete, não trabalha mais na prefeitura. Ainda segundo ele, a servidora efetiva, Maria Isabel, segue trabalhando enquanto a ação transita pela Justiça. “Ela não pode ser exonerada enquanto não tiver alguma condenação contra ela. Ela tem a estabilidade. Ambas sofreram uma multa, mas não pagaram. É uma situação desagradável, mas a Justiça se encarrega de tomar as providências”, disse. Sobre a servidora Andréia, a SES-GO informou ao G1, por meio de nota, que ela "foi afastada, imediatamente, do setor de recepção e dispensação de vacinas e medicamentos logo após ser acusada em ação civil pública de desvio de vacinas". Ainda conforme o órgão, a servidora "responde Processo Administrativo Disciplinar (PAD) e aguarda a finalização do mesmo para as sansões previstas em Lei".