O assassinato de Jonh Kennedy - PALMELO NEWS

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sexta-feira, 27 de outubro de 2017

O assassinato de Jonh Kennedy



O homem preso por atirar em JFK também foi morto. Para os teóricos da conspiração, há uma trama sinistra que as autoridades tentam acobertar.

No dia 2 de novembro de 1963, o presidente americano John Fitzgerald Kennedy é assassinado a tiros durante um passeio feito em uma limusine aberta na cidade de Dallas, no Texas. O governador do Texas, John Connally, também é atingido, mas sobrevive. No mesmo dia, a polícia prende o ex-soldado Lee Harvey Oswald e o acusa de ser o autor dos tiros que mataram JFK. Oswald é assassinado dois dias depois em frente às câmeras de TV.

A VERSÃO OFICIAL

Lee Harvey Oswald, um comunista desequilibrado, foi o autor dos três disparos que mataram o presidente.

A TEORIA DA CONSPIRAÇÃO

Ora, é claro que havia outros atiradores! Filmagens amadoras, gravações de áudio e depoimentos de testemunhas provam que foram disparados quatro tiros, e não apenas três. Como o rifle encontrado (Oswald sempre negou que fosse dele) só havia disparado três vezes, havia pelo menos mais um atirador no local. A Teoria da Bala Mágica confirma a tese: se a primeira errou o alvo (e atingiu um pedestre) e a segunda estourou a cabeça do presidente, como pode a terceira bala causar os sete ferimentos restantes? A se acreditar que Lee Harvey atirou sozinho, sua Bala Mágica entrou por trás do pescoço de Kennedy, saiu pela frente, virou à direita, depois à esquerda, entrou nas costas do governador Connally, saiu pelo peito, atravessou seu pulso direito e acabou em sua perna esquerda.

Mas a pergunta que não quer calar é: quem mandou matar Kennedy? Alguns autores culpam a CIA, porque Kennedy estava diminuindo o poder da agência. Outros acreditam que a CIA, o FBI e a Casa Branca planejaram o crime juntos para que Kennedy não pudesse desistir da Guerra do Vietnã. Fidel Castro, a Máfia e os soviéticos também são os mandantes em teorias diversas.

Há algumas ainda mais interessantes: a) sentindo a chegada de uma doença incurável, Kennedy planejou a própria morte para virar um mártir; b) um agente do serviço secreto acertou em Kennedy sem querer no meio da confusão; c) o motorista da limusine se virou e atirou na cabeça do presidente; d) Kennedy não morreu e tem aconselhado vários presidentes americanos. E, finalmente, há a teoria que envolve os alienígenas: ao assumir o cargo máximo da nação, Kennedy quis conhecer os detalhes do Incidente em Roswell, afirmando que o presidente tinha que saber de tudo. Os militares, então, optaram pelo fuzilamento do chefe.


O assassinato de John F. Kennedy, o trigésimo-quinto Presidente dos Estados Unidos, ocorreu na sexta-feira, dia 22 de novembro de 1963, em Dallas, Texas, Estados Unidos às 12:30 CST (18:30 UTC). Kennedy foi mortalmente ferido por disparos enquanto circulava no automóvel presidencial na Praça Dealey. Foi o quarto presidente dos Estados Unidos a ser assassinado, e o oitavo que morreu no exercício do cargo. Duas investigações oficiais concluíram que Lee Harvey Oswald, um empregado do armazém Texas School Book Depository na Praça Dealey, foi o assassino. Uma delas concluiu que Oswald atuou sozinho e outra sugeriu que atuou com pelo menos um cúmplice. O assassinato sempre esteve sujeito a especulações e dúvidas, sendo origem de um grande número de teorias de conspirações. As eleições presidenciais seguintes eram em 1964, mas já no verão de 1963 o gabinete da presidência de Kennedy começava a planejar sua campanha de reeleição. Nas eleições anteriores, Kennedy tinha ganho por escassa margem nos estados do sul, e as sondagens atuais não lhe eram muito favoráveis, decidindo-se a viagem ao Texas para o outono de 1963, com o objetivo de aumentar a popularidade junto do eleitorado sulista. Dado que o vice-presidente Lyndon B. Johnson era texano, pensou-se que seria uma boa estratégia viajarem juntos ao estado do Texas. Kennedy pediu à sua mulher Jacqueline que o acompanhasse. 

A viagem foi planejada para o outono, e começaria em 21 de novembro em Houston e San Antonio. O dia 22 de novembro seria dedicado a Fort Worth e às 13.00 iriam almoçar em Dallas. Havia certa preocupação sobre a segurança porque o embaixador americano junto das Nações Unidas, Adlai Stevenson, tinha sido insultado e empurrado, como sinais de protesto, numa visita a Dallas no dia 24 de outubro. Para prevenir novas manifestações de protesto, a polícia de Dallas tinha preparado a maior operação policial da história da cidade. Os planos previam que Kennedy viajasse desde o Aeroporto de Dallas Love Field numa limusine aberta, conversível. O carro em que viajou foi um Lincoln Continental de 1961. Estavam no carro junto com Kennedy, a sua mulher Jacqueline; o Governador do Texas John Bowden Connally, Jr., e sua mulher, Nellie; o agente do serviço secreto Roy Kellerman e o motorista William Greer. Às 11:40, o "Air Force One" pousa no aeroporto Dallas Lovefield, depois de um curto voo que fez de Fort Worth. A comitiva presidencial desloca-se para o centro de Dallas. Durante o trajeto a comitiva tem que realizar várias paradas para que o presidente saúde as pessoas. 

Howard Brennan sentado do outro lado do "Texas School Book Depository". O círculo "A" indica o local onde ele viu um homem com um rifle. Às 12:30, a comitiva entra na Praça Dealey e avança pela rua Houston, e nesse momento atrasa-se 6 minutos. Na esquina das ruas Houston e Elm, a comitiva deve realizar uma volta de 120º para a esquerda, o que obriga a redução da velocidade da limusine. Depois de passar por Elm Street, fica em frente ao edifício do armazém de livros escolares do Texas, a uma distância de 20 metros do primeiro. Logo a seguir, ao passar o armazém, ouviu-se o primeiro dos três disparos que alegadamente fariam Lee Harvey Oswald. Calcula-se que nesse momento a comitiva ia a uma velocidade de 15 km/h. A Comissão Warren concluiu posteriormente que um dos três disparos não atingiu o automóvel. Quase todos estão de acordo que Kennedy recebeu dois disparos e que o terceiro disparo, que o atingiu na cabeça, foi o mortal. O primeiro disparo foi desviado por uma árvore e ricocheteou no cimento, chegando a ferir a testemunha James Tague. 3,5 segundos depois, dá-se o segundo disparo, que chega a Kennedy por trás e sai pela sua garganta, ferindo também o governador do Texas, John Connally. O presidente deixa de saudar o público e a sua esposa o encosta no assento. O terceiro disparo ocorre 8,4 segundos depois do primeiro disparo, precisamente quando o automóvel passava em frente da pérgula John Neely Bryan, feita de cimento. Quando o terceiro disparo atingiu a cabeça de Kennedy, Jaqueleen Kennedy reagiu saltando para a parte traseira do veículo. Clint Hill, agente dos serviços secretos, conseguiu alcançar a mala do carro na tentativa de ajudar o presidente. 

Um cidadão de nome Abraham Zapruder, que filmava a comitiva presidencial, conseguiu captar no seu filme o momento em que Kennedy é alcançado pelos disparos. Este filme é parte do material que a Comissão Warren utilizou na sua investigação do assassinato. Lee Harvey Oswald usou uma carabina Paraviccini-Carcano M91/38, de fabricação italiana, calibre 6,5 x 52 mm, com mira telescópica de 4X e mecanismo manual. A arma foi comprada pelo correio, através de um anúncio da loja Klein´s Sporting Goods de Chicago, Illinois, na revista American Rifleman, a um custo irrisório, mesmo para a época, de U$ 19,95. Curiosamente, Lee Harvey Oswald não usou seu próprio nome para comprar esta arma, tendo preenchido a ordem de compra com o nome falso de A. Hidell. 

O Governador do Texas, John Bowden Connally Sr, ia no mesmo veículo, à frente do presidente, e também foi gravemente ferido, mas sobreviveu. A sua ferida ocorreu quase em simultâneo com o primeiro disparo que atingiu Kennedy (teoricamente como resultado da mesma bala, pelo que esta é conhecida como a "teoria da bala mágica", emanada pela Comissão Warren, embora isto não seja geralmente admitido sem polêmica). Supostamente, a ação da sua esposa de se dirigir para ele e fazê-lo cair sobre as suas pernas ajudou a salvar a sua vida dado que evitou em grande parte o pneumotórax. James Tague, um espectador e testemunha do crime, também ficou com uma pequena ferida na parte direita da face. Estava situado 82 m à frente do local onde Kennedy foi atingido. Às 13:00 CST (19:00 UTC), a equipa médica do Parkland Hospital declarou oficialmente a morte do presidente Kennedy, com parada cardíaca, tendo-lhe sido administrada a unção dos enfermos. "Não tivemos nunca uma esperança de salvar a sua vida", declararam os médicos. A morte de Kennedy foi oficialmente anunciada às 13:38 CST (19:38 UTC). 

O governador Connally foi operado duas vezes de urgência nesse dia. Depois da chegada do avião presidencial (Air Force One) à Base Aérea Andrews, nos arredores de Washington, DC, o corpo de Kennedy foi trasladado para o Hospital Naval de Bethesda para autópsia. A autópsia foi realizada por três médicos da Marinha com trinta oficiais militares como testemunhas. Dois agentes reformados do FBI que estavam presentes declararam que Kennedy tinha uma grande ferida no lado direito da cabeça, outra de aproximadamente 14 cm acima do lado direito da coluna, e uma terceira ferida no lado anterior da garganta perto do limite inferior do pomo de Adão (a Comissão Warren deu a mesma informação). O relatório do FBI sobre a autópsia foi realizado pelos agentes especiais Sibert e O'Neill.[1] Várias fotos e radiografias foram feitas durante a autópsia (algumas delas desapareceriam dos relatórios oficiais). Depois da autópsia no Hospital Naval de Bethesda, o corpo de Kennedy foi preparado para o enterro e trasladado para a Casa Branca, tendo sido exposto na Sala Leste durante 24 horas. No domingo seguinte ao crime, coberto com a bandeira dos EUA, foi trasladado para o Capitólio para uma vista pública. Nesse dia e noite, centenas de milhares de pessoas visitaram o corpo. 

Representantes de 90 países, incluindo a União Soviética, assistiram ao funeral em 25 de Novembro (terceiro aniversário do seu filho JFK Jr.). Depois do funeral, realizado na Catedral de St. Matthew, foi trasladado em carruagem para o Cemitério de Arlington, onde foi enterrado. O funeral foi oficiado pelo arcebispo de Boston, Richard Cardinal Cushing, amigo pessoal de Kennedy, que tinha casado John e Jacqueline, batizado seus dois filhos e oficiado o funeral do seu filho Patrick (falecido quinze semanas antes do pai). Lee Harvey Oswald, suspeito de ter sido agente do serviço secreto cubano desde pelo menos novembro de 1962 e que viveu a na União Soviética por muitos anos, foi detido 80 minutos depois do assassinato por ter matado um oficial da polícia de Dallas, J. D. Tippit. Foi acusado da morte de Tippit e de Kennedy à última hora da tarde de 22 de Novembro. Oswald negou sempre ter disparado contra o presidente. O caso de Oswald nunca foi julgado porque dois dias depois, enquanto era trasladado e custodiado pela polícia, Jack Ruby dispara sobre ele e mata-o. Depois da detenção de Oswald e da recolha de provas físicas na cena do crime, às 22:30 CST 22 de Novembro (04:30 UTC 23 de Novembro) é ordenado ao Chefe da Polícia de Dallas, Jesse Curry, por "gente de Washington", segundo as suas próprias palavras, enviar todo o material para o quartel-geral do FBI. O FBI foi a primeira autoridade a completar uma investigação oficial. 

Em 9 de Dezembro de 1963, apenas 17 dias depois do crime, o relatório do FBI foi entregue à Comissão Warren. O texto afirmava que somente três disparos foram realizados; o primeiro atingiu o presidente Kennedy, o segundo o governador Connally, e o terceiro a cabeça do presidente, matando-o. O FBI estabeleceu que Lee Harvey Oswald fora o autor dos três disparos. A primeira investigação oficial do assassinato foi estabelecida pelo presidente Lyndon B. Johnson em 29 de Novembro de 1963, uma semana depois do crime. Foi presidida por Earl Warren, então à frente da Corte Suprema dos Estados Unidos, conhecida universalmente (mas não oficialmente) como "Comissão Warren". O relatório final da comissão foi publicado em Setembro de 1964, depois de 10 meses de investigação. 

Concluía-se que não se podiam encontrar provas persuasivas de uma conspiração interna ou externa que implicasse outras pessoas, grupos ou países, e que Lee Harvey Oswald atuara sozinho. No entanto, muitas pistas acumulavam-se em torno da possibilidade de uma conspiração, pois muitos sugeriam que Lee Harvey Oswald fora agente da CIA. As teorias iniciaram-se com Victor Marchetti, que no seu livro "Cult of Intelligence" "(Culto da Inteligência)" descrevia os programas de agentes duplos onde supostamente estaria enquadrado Oswald. Numa declaração à HSCA em 1978, James A. Wilcott, ex-oficial de finanças da CIA, afirmou que Oswald foi recrutado entre os militares pela CIA com o objetivo de colocar-se como agente duplo na URSS. Especificamente, foi agente da Office of Naval Intelligence.

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