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sexta-feira, 3 de novembro de 2017

Jornalistas compram duas cabeças humanas por R$2.000 de traficantes


Agência revelou esquema milionário de venda de órgãos nos EUA
A agência de notícias Reuters dos EUA publicou, nesta última semana, uma reportagem especial chamada “The Body Trade” (O Comércio de Corpos), que revela um mercado milionário de vendas de órgãos e tecidos do corpo humano para pesquisadores, médicos, organizações de treinamento e outros compradores.


A série de reportagens foi produzida pelos jornalistas, Brian Grow e John Shiffman, que investigaram por um ano as empresas que dissecam e vendem corpos.

De acordo com a denúncia, tais corpos vêm de famílias, em sua maioria humildes, que não conseguem pagar pelos custos de um funeral. Por isso, elas doam os corpos dos entes queridos em troca de cremações e outras vantagens que são oferecidas, acreditando que estão contribuindo para a ciência e para o ensino de alunos em universidades, mas ao invés disso estão ajudando o tráfico de órgãos e tecidos.
Para mostrar o mercado, o repórter Brian Grow conseguiu comprar duas cabeças e uma coluna cervical, trocando apenas alguns e-mails com um desses “brokers”, uma espécie de corretores. A espinha dorsal e a taxa de envio saíram por aproximadamente R$ 1,500 (US$ 450 dólares) para o jornalista. As duas cabeças cada uma, foram compradas por aproximadamente mil reais (US$ 300 dólares cada).

Os bancos de tecidos conhecidos como “Body Brokers”, adquirem os corpos que são doados pelas famílias e vendem parte por parte para pesquisadores e instituições médicas arrecadando milhões.
Esse modelo de negócio mostrado pela reportagem, não é ilegal, mas não possui nenhuma lei ou regulamentação específica, como ocorre com a doação de órgãos para transplantes regulamentada pelo país.
Valores de cada parte do corpo
— Cérebro: aproximadamente R$ 2,500 (US$ 750 dólares)

— Coluna cervical: aproximadamente mil reais (US$ 300 dólares)

— Pé (cada um): aproximadamente R$ 700 (US$ 200 dólares)
— Antebraço com mão e cotovelo: pouco mais de R$ 800 (US$ 250 dólares)
— Mão (cada uma): pouco mais de R$ 800 (US$ 250 dólares)
— Cabeça: pouco mais de R$ 1,600 (US$ 500)
— Joelho: aproximadamente R$ 1,500 (US$ 450)
— Perna (cada uma): pouco mais de R$ 4,200 (US$ 1,300 dólares)
— Ombro com clavícula: cerca de R$ 1,300 reais (US$ 400 dólares)
— Tronco eviscerado: pouco mais de R$ 6,500 (US$ 2 mil dólares)
— Torso intacto: aproximadamente R$ 7 mil (US$ 2,100 dólares)
— Corpo inteiro: aproximadamente R$ 16,5 mil (US$ 5 mil dólares)

"Corretores do corpos"
A Reuters calculou que, de 2011 a 2015, os traficantes receberam pelo menos 50 mil corpos e distribuíram mais de 182 mil partes do corpo.
Através de entrevistas e registros públicos, a Reuters identificou o Southern Nevada e 33 outros corretores do corpo ativos em toda a América nos últimos cinco anos. Em três anos, um dos corretores ganhou pouco mais de R$ 40 milhões (US$ 12,5 milhões) provenientes da parte do corpo.
Geralmente, um corretor pode vender um corpo humano doado por cerca de R$ 9 mil a R$ 16 mil (US$ 3.000 a US$ 5.000), embora os preços às vezes superem R$ 32 mil (US$ 10.000).



Os órgãos doados desempenham um papel essencial na educação médica, treinamento e pesquisa. Cadáveres e partes do corpo são usados para treinar estudantes de medicina, médicos, enfermeiros e dentistas.

*Texto Raquel Gamba, estagiária do R7 

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