Líder de facção pagou R$ 100 mil pela fuga e levava vida de luxo no RJ - PALMELO NEWS

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segunda-feira, 8 de janeiro de 2018

Líder de facção pagou R$ 100 mil pela fuga e levava vida de luxo no RJ

Stephan Vieira, conhecido como BH, morava em uma cobertura e foi preso após passar o dia com a mulher em Búzios; o traficante está preso no Núcleo de Custódia, em Aparecida de Goiânia.


O líder do Comando Vermelho em Goiás, o traficante Stephan de Souza Vieira, conhecido como BH, disse, nesta segunda-feira (8), que pagou R$ 100 mil para fugir do presídio em Aparecida de Goiânia, na Região Metropolitana da capital, em novembro do ano passado. BH foi preso em Cabo Frio, onde, segundo a delegada Myrian Vidal, ele e a esposa levavam uma vida de luxo. A delegada afirmou que Stephan nega que faz parte da facção criminosa, mas a polícia já tem provas de que ele é um dos líderes do grupo em Goiás. “Ele estava morando em uma cobertura de luxo, em bairro de luxo, com veículo de luxo na garagem, aproximadamente R$ 7 mil em um cofre e tinha passado do dia em Búzios com a esposa”, contou. 

O traficante foi preso no domingo (7), em Cabo Frio, na Região dos Lagos, no Rio de Janeiro, e foi transferido em um voo comercial para Goiânia, no fim da noite. Ele passou a noite na Penitenciária Odenir Guimarães (POG) e, nesta manhã, foi levado para o Núcleo de Custódia até que, atendendo a determinação da Justiça Federal, seja transferido para uma unidade federal. BH havia fugido em um carro de luxo da Colônia Agroindustrial do Regime Semiaberto, no Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia, em novembro do ano passado. A fuga dele gerou o afastamento de três servidores do sistema prisional. 

Segundo a delegada, apesar do traficante ter revelado o pagamento de R$ 100 mil pela fuga, os responsáveis ainda não foram identificados. “Nós estamos investigando ainda. Ele afirmou que pagou esta quantia, agora vamos descobrir quem estava envolvido nesta fuga”, afirmou a delegada. A princípio, havia a suspeita de que Stephan estivesse ligação com as três rebeliões registradas no Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia, mas, segundo a corporação, a participação dele, até então, está descartada. O primeiro motim, ocorrido na unidade de onde o traficante fugiu, deixou 9 mortos e 14 feridos. Segundo o delegado André Fernandes, que investiga as rebeliões ocorridas no Complexo Prisional, não há relação dos motins com o líder do Comando Vermelho. “Até o presente momento as investigações concluem que não podemos atribuir ao Stephan a ligação com estas rebeliões que ocorreram. Ou seja, não há nada nos autos relacionando as rebeliões ao Stephan. As investigações continuam, várias diligências estão sendo tomadas”, afirmou o delegado. Além de cumprir pena por homicídio, roubo, porte ilegal de arma e munição de uso restrito, associação criminosa e tráfico de drogas, BH é investigado, segundo a Polícia Civil, por pelo menos dez homicídios. Atuação em facção Segundo a delegada Myrian Vidal, BH afirmou à polícia que escolheu o Rio de Janeiro porque tinha “proteção” no estado. De acordo com ela, além de ser investigado em vários homicídios que, segundo a Polícia Civil, têm ligação com o Comando Vermelho, ele ainda continuava a operar o tráfico de drogas morando em Cabo Frio, inclusive negociando com traficantes de Goiás. “Ele disse que escolheu Cabo Frio porque conhecia desde criança, passava algumas temporadas ali, e o Estado do Rio de Janeiro por ter proteção de vários conhecidos. Este foi um dos motivos que nos levam a tê-lo como figura importante da facção. As facções criminosas, infelizmente, estão espalhadas por todo estado, monitoradas pela Draco, por toda a Polícia Civil”, afirmou. A delegada afirmou que, ao ser preso, Stephan ficou surpreso em ter sido encontrado. “Quando ele foi capturado ele estranhou a polícia ter chegado até ele, porque ele afirma que tomou todas as cautelas para nunca mais ser encontrado”, revelou. Progressão de regime Stephan foi condenado a 26 anos de prisão por vários crimes, entre eles, homicídio e tráfico de drogas. Ele já estava detido há 11 anos e, pela lei, tinha direito a progressão para o regime semiaberto. Porém, em 2014, ele foi condenado a mais 14 anos, por dois crimes, em outro processo. Por isso, deveria ter continuado no regime fechado. Em agosto de 2017, o traficante solicitou transferência para o semiaberto, que foi negado pelo sistema prisional. No entanto, a defesa entrou com recurso no Superior Tribunal de Justiça (STJ), que acatou o pedido. A fuga dele foi registrada no primeiro dia do cumprimento do regime semiaberto. A juíza Telma Aparecida Alves, da 1ª Vara de Execuções, disse, em novembro do ano passado, que a fuga de BH foi previamente organizada. "Ele foragiu em um carro de luxo que veio buscá-lo. A lei é isso. Você cria situações para condenar, mas, ao mesmo tempo, cria inúmeras situações para que não cumpra a pena", conta.




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