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Revelada agora, maior caverna subaquática do planeta está repleta de esqueletos e artefatos maias

Nos 347 km de Sac Actun, vestígios de sacrifícios humanos, oferendas aos deuses e coisas muito mais antigas que os próprios maias.

Achavam que eram duas, mas era uma. Após 10 meses de exploração, mergulhadores do Projeto Grande Aquífero Maia, da Universidade Nacional do México, confirmaram que a caverna de Sac Actun é ligada a Dos Ojes, formando o maior complexo de túneis subaquáticos conhecidos, num total de 347 km.

Herbert Meryl / GAM
Mergulhadores num túnel subaquático durante a pesquisa
E, o que interessa a nós aqui, esses túneis estão repletos de artefatos da cultura maia. E mais: "Encontramos mais de cem contextos arqueológicos, entre eles a presença dos primeiros colonizadores da América, fauna extinta e, claro, a cultura maia", afirma Guilhermo de Anda, diretor do projeto, ao IBT.


Veja abaixo o vídeo produzido por eles:




Sacrifício aos deuses
Mas, afinal, o que os maias tem a ver com cavernas subterrâneas? Muito.


A Península de Yucatán não tem qualquer rio ou lago. O terreno calcário drena toda a água para o fundo. Aparentemente, seria um ambiente hostil para a vida humana, ainda mais em cidades, mas sempre houve uma saída: os cenotes.

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Cenote de Ik Kil, México
Cenotes são dolinas - um grande buraco no chão, geralmente circular e com paredes verticais. No fundo deles, está a preciosa água, limpa, vinda dos aquíferos subterrâneos. A maioria deles é formada pelo teto das cavernas subaquáticas que desaba, revelando a água e um acesso para as cavernas.

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Chaac, generoso e impiedoso

Maias faziam sacrifícios humanos ao deus da chuva, Chaac. Objetos e sacrifícios humanos eram atiradas em certos cenotes. É essa a razão porque o sistema de cavernas é tão rico em relíquias arqueológicas.


E, mesmo povos anteriores - e os arqueólogos estão falando em até xx mil anos - sempre os usaram como fonte de água potável. Perdendo coisas neles. E até mesmo animais: fósseis terrestres de preguiças gigantes extintas estão sendo encontrados.



"É um túnel que te transporta para 10, 12 mil anos atrás", afirma Guilhermo de

Anda. Ele acredita ter feito o maior achado arqueológico subaquático de todos os tempos.