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Ministério Público exige que laticínio em Orizona não lance detritos no Ribeirão Santa Bárbara

A empresa mudou, a partir da última sexta-feira (25/05), a forma de descartar o soro de leite, em razão da paralisação dos caminhoneiros no País

 Promotores exigem que laticínio em Orizona não lance detritos no Ribeirão Santa Bárbara
Os promotores de Justiça Lucas César Costa Ferreira e Simone Disconsi de Sá recomendaram a uma empresa de Orizona que observe os limites definidos pelos órgãos ambientais na atividade de descarte do soro de leite e que interrompa, imediatamente, o lançamento de detritos, produtos químicos e outras matérias-primas, ainda que processadas, no leito do Ribeirão Santa Bárbara, medidas que visam proteger o meio ambiente.

Conforme destacado no documento, a empresa mudou, a partir da última sexta-feira (25/5), a forma de descartar o soro de leite, em razão da paralisação dos caminhoneiros no País. Assim, o laticínio, à revelia de qualquer autorização dos órgãos ambientais, tomou medidas em detrimento do meio ambiente.

A própria empresa informou que dispensa, em média, de 35 a 40 mil litros de soro de leite por dia e que, inviabilizada a sua destinação rotineira, o produto está sendo enviado à estação de tratamento do laticínio para ser lançado no Ribeirão Santa Bárbara. Os promotores observam, no entanto, que, os prejuízos à comunidade local e danos ao meio ambiente são irreversíveis, em razão do volume descartado.

O laticínio reconheceu que a presença resíduos sólidos no soro provocam a proliferação de bactérias e o aumento de gases que elas emitem, resultando na maior incidência de odor, pela transformação e emissão de gás metano, situação já percebida pela população, que reclama do forte odor nas imediações da cidade.

Desta forma, os promotores deram a empresa o prazo de 24 horas para acatar a orientação, devendo comunicar as medidas adotadas, em especial com o encaminhamento das licenças de instalação e operação expedida pelos órgão ambiental responsável. 

Fonte: Site MP (Cristiani Honório / Assessoria de Comunicação Social do MP-GO - Fotos: arquivo da Promotoria de Justiça de Orizona).