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"Parece Mad Max", diz fotógrafo que teve gasolina roubada em SP

Paralisação dos caminhoneiros segue pelo oitavo dia consecutivo nesta segunda. Desabastecimento é visto em mercados, farmácias e postos.

"Parece Mad Max", diz o fotógrafo Fábio Piva, que teve gasolina de seu carro roubada em Santana, na zona norte de São Paulo, no último domingo (28).

O caso ocorreu por volta de 3h. "Estava na casa de uns amigos quando fui sair para pegar o carro e ir para casa", contou. Nesse momento, o veículo andou cerca de 1km. "Aí parou. Tinha combustível, mas não andava". Piva pensou que poderia ser um problema mecânico, então, chamou o guincho. "Quando o carro estava sendo içado, o homem notou o furo na mangueira do combustível".
Um dia antes, o Sincopetro (Sindicato Comércio Varejista Derivados Petróleo Estado São Paulo) informou no sábado que 99% dos postos estavam sem combustíveis.
"Foi e ainda é ridículo toda essa situação. Roubar combustível. Está tudo passando dos limites". De lá, recebeu carona do guincho para sua casa, que era próxima ao local do roubo. Poucas horas depois, solicitou um carro pelo aplicativo de transporte individual e viajou a trabalho para outra cidade. "Paguei R$ 45 a mais do que o normal, porque não tinha muito carro disponível no momento", relata.
No momento, o fotógrafo brinca: "pensei que era um filme do Mad Max". O filme, direção de George Miller, conta a história de Max Rockatansky — um mundo apocalíptico que não possui combustível. "Agora aconteceu aqui em São Paulo. A galera tá tentando sobreviver", diz.
O fotógrafo informou que não registrou o roubo em uma delegacia porque, após ter o caso, viajou a trabalho e, até o momento, não teve tempo disponível.
Greve
Horas depois de o presidente Michel Temer (MDB) ceder às propostas feitas pelos caminhoneiros, a categoria continua com paralisações em diversas rodovias estaduais e federais por todo o País nesta segunda-feira (28)— a PRF registra atos no Distrito Federal e em 23 Estados.
A primeira medida tomada por Temer foi a redução no valor do óleo diesel de R$ 0,46 por litro, seguida da manutenção desse valor por 60 dias e, após esse período, ajustes mensais de preços. O terceiro ponto decretado pelo governo é a isenção do pagamento nos pedágios por eixo suspenso. A quarta deliberação é a garantia de 30% dos fretes da Conab e, a última, tabela mínima de frete.
No entanto, as providências tomadas pelo pemedebista não agradaram à categoria, que segue com manifestações em rodovias, provocando, então, o desabastecimento de diversos municípios. A paralisação é vista com bons olhos por Piva: "tem que manifestar mesmo. Fomos tão passivos em tudo que precisamos mostrar que temos o poder de mudar" justifica.