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Médico é condenado a 10 anos por estuprar pacientes durante consultas, em Goiânia

Ao todo, mais de 30 mulheres procuraram a polícia para denunciar o profissional, mas na maioria dos casos, o tempo para relatar o crime prescreveu. Defesa disse que ainda não foi informada da sentença.

O médico Joaquim de Sousa Lima Neto, de 58 anos, foi condenado a dez anos de prisão por três estupros e três violações sexuais contra pacientes durante consultas em Goiânia. Ele está no Núcleo de Custódia do complexo penitenciário desde janeiro desse ano, quando foi preso pela Polícia Civil. A defesa informou que ainda não tomou conhecimento da sentença.

Ao todo, mais de 30 mulheres procuraram a delegacia para denunciar o médico. Porém, na maioria dos casos, o prazo para denunciar o crime já havia prescrito. A condenação foi dada pela juíza Placidina Pires no último dia 15.

Segundo a assessoria de imprensa do Tribunal de Justiça, o Ministério Público denunciou o médico pelos dois crimes. Conforme a representação, os crimes ocorreram entre 1994 e janeiro deste ano. A forma de atuação, ainda segundo órgão, ocorria sempre de forma semelhante. Ele introduzia o dedo nas genitais das vítimas e as ofendia verbalmente enquanto elas estavam deitadas na maca, dentro do consultório, para a realização da consulta.

Uma paciente contou que sofreu um abuso sexual durante um procedimento de cauterização. Inicialmente, ela não teve coragem de contar aos familiares sobre o caso. “Foi totalmente humilhante para mim a forma como ele me tratou”, desabafou.

Já a defesa alegou que, devido à altura do médico, ele não teria condições de estuprar as vítimas da forma que foi relatado no processo. Além disso, argumentou que o corpo humano possui um músculo chamado sartório que, para haver relações sexuais, a mulher teria que estar com ele relaxado. Caso ela contraísse esse músculo, não haveria como ter a conjunção carnal.

A juíza recusou a tese da defesa, “porque o emprego de força física por parte do agente se mostra suficiente para vencer a resistência da ofendida e, consequentemente, consumar a conjunção carnal, notadamente quando se trata de mulheres com compleição física inferior a dos agressores”, pontua na sentença.


Ela pontuou ainda que, exigir da vítima esforço físico para evitar a penetração seria o mesmo que culpa-la pelo ato.

Em sua defesa, o médico ainda apontou que realizava os exames sempre na presença de sua secretária. Porém, esse fato não foi comprovado analisando as imagens de câmera de segurança do hospital.

O advogado Caio Victor Lopes Tito, que representa o médico, informou que ainda não tem conhecimento da decisão. “Não vamos nos pronunciar nesse momento porque ainda não fomos notificados dessa condenação até agora”, explicou.

Em nota, o Conselho Regional de Medicina (Cremego) explicou que após a prisão do médico instaurou uma sindicância para apurar a conduta profissional e o procedimento ainda está em andamento. “A condenação do médico não interfere na tramitação do processo no Cremego”, diz o comunicado.

Atualmente, ele encontra-se em situação regular junto ao conselho, podendo exercer normalmente a medicina no estado.


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