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EXCLUSIVO - A mesada de Dias Toffoli ministro do Supremo



O ministro e sua mulher, Roberta Rangel, na cerimônia de posse em 2009: prosperidade suspeita

A mesada de Toffoli

O próximo presidente do Supremo Tribunal Federal recebe 100 mil reais todo mês em uma conta mantida no Banco Mercantil. O dinheiro é repassado pela mulher dele. Roberta Rangel é dona de um escritório de advocacia que alcançou o sucesso em Brasília depois que Dias Toffoli ascendeu na carreira. As transações foram consideradas suspeitas por técnicos do próprio banco.


José Antonio Dias Toffoli tinha um currículo tímido quando, de advogado do PT, começou a ascender na estrutura do governo Lula até ser nomeado ministro do Supremo Tribunal Federal pelo então presidente petista. De bon vivant, passou a ter um cotidiano discreto. Casou-se com Roberta Maria Rangel, sua ex-sócia na advocacia eleitoral. A vida sossegada de homem casado se transformou em prosperidade. Com um salário de 33 mil reais no Supremo, o ministro que no próximo mês de setembro Toffoli recebe mensalmente R$ 100 mil da ex-sócia no escritório de advocacia Toffoli paga para a ex-mulher uma espécie de pensão, maior do que o seu salário e proveniente de uma conta da ex-sócia.





A reportagem de capa revela a mesada de 100 mil reais que o futuro presidente do STF, Dias Toffoli, recebe de sua mulher, dona de um escritório de advocacia com causas milionárias no STJ e no TSE.

No total, Dias Toffoli ganhou 4,5 milhões de reais, mas os pagamentos não foram sinalizados ao COAF, ao menos em 2015.



Resumo destacado por quem assina a revista:

> Uma conta conjunta de Toffoli com a mulher, advogada em BSB, recebe mensalmente R$ 100 mil da conta individual da mulher.



> Metade do valor depositado é repassado para a ex-mulher do ministro. R$ 50 mil de pensão. Maior que o salário de Toffoli no STF. Esse valor é pago há anos



> A outra metade é movimentada, por procuração, por um assessor do gabinete de Toffoli no STF. Aliás, esse assessor, que recebe salário da gente, também já recebeu diretamente repasses de R$ 150 mil dessa conta.



> A tal da conta foi aberta num banco discreto em Brasília chamado Mercantil. Toffoli foi (ou é) relator de 13 ações que tem o banco como parte.



> Ele conseguiu, em 2011, um empréstimo de R$ 900 mil nesse banco, a ser pago em parcelas que equivaliam a 75% do seu salário na época. E com juros pela metade do que era cobrado pela instituição.



> A direção do Banco Mercantil, num gesto nada usual, certa vez mandou parar uma comunicação que seria feita ao Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) sobre movimentações suspeitas.