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Cavernas do Peruaçu: aventura e beleza no norte de Minas Gerais

Há aproximadamente 170 cavernas no Parque Nacional, cuja visitação começou em 2014. Veja como programar sua visita, sugestões de roteiros e como chegar ao local

Mônica Nobrega, Januária, Minas Gerais
07 Agosto 2018 | 05h00

Parque Cavernas do Peruaçu
Turistas no ponto de descanso na Gruta do Janelão. Trilha tem mais de 3 km só no interior da caverna.  Foto: Felipe Rau/Estadão
“Na Lapa Bonita a gente fica até encabulado”, seu Getúlio disparou, me livrando da tarefa de achar adjetivos. Nada objetivo, mas de uma precisão notável. É só assim mesmo que dá para se sentir na escuridão e no silêncio completos, quando as lanternas iluminam os espeleotemas que crescem por todos os lados nesta gruta do Parque Nacional Cavernas do Peruaçu: com vergonha de comentar qualquer coisa, porque toda fala parece tolice diante de tanto detalhe e tanta perfeição. 
O Peruaçu é o vale do rio de mesmo nome, na margem esquerda do Rio São Francisco, do qual é afluente. A área de 56,4 mil hectares virou parque nacional em 1999. A visitação começou em meados de 2014, com a infraestrutura sendo implantada de fato em 2017. Isso falando da visitação turística, claro. Porque a população local conhece de cor as trilhas, os bichos, o clima característico do Polígono das Secas, a fauna, a vegetação que mistura espécies de caatinga, cerrado e Mata Atlântica.
A população local agora está mobilizada em torno de um objetivo: tornar o parque um patrimônio da Unesco (leia mais no fim da página). Se tudo sair conforme o planejado, será o primeiro com status de patrimônio misto no Brasil: natural, pelo conjunto de cavernas abrigadas em seu interior – são 140 catalogadas e 170 estimadas em toda a região –, e cultural, por causa das pinturas rupestres que comprovam a presença humana na área há pelos menos 12 mil anos.
Durante a minha visita, na primeira semana de junho, uma comissão de avaliadores do Iphan (Instituto Nacional do Patrimônio Histórico) também esteve no parque para uma inspeção que é um dos passos decisivos para a candidatura formal a Patrimônio da Unesco. 
“As impressões foram as melhores possíveis. Desconhecia a monumentalidade das formações rochosas e a riqueza das pinturas rupestres existentes no local”, disse ao Estado um dos integrantes da comissão, o diretor do Departamento de Cooperação e Fomento do Iphan, Marcelo Brito. A Gruta do Janelão, cartão-postal do parque, deixou os integrantes da comissão impressionados. Durante a minha visita, na primeira semana de junho, uma comissão de avaliadores do Iphan (Instituto Nacional do Patrimônio Histórico) também esteve no parque para uma inspeção que é um dos passos decisivos para a candidatura formal a Patrimônio da Unesco. 
“As impressões foram as melhores possíveis. Desconhecia a monumentalidade das formações rochosas e a riqueza das pinturas rupestres existentes no local”, disse ao Estado um dos integrantes da comissão, o diretor do Departamento de Cooperação e Fomento do Iphan, Marcelo Brito. A Gruta do Janelão, cartão-postal do parque, deixou os integrantes da comissão impressionados.