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Lula tem dirigentes do Partido como advogados e manda de dentro da cadeia da PF


Preso há quatro meses e indicado pelo PT como candidato a presidente, Luiz Inácio Lula da Silva tem entre seus advogados o vice de sua chapa, a presidente de seu partido e o tesoureiro da legenda.
Com isso, o trio ganhou acesso facilitado ao ex-presidente da República, que continua comandando as articulações políticas do PT dentro da Superintendência da Polícia Federal em Curitiba.
A mais recente nomeação foi a do secretário de finanças do PT, Emídio de Souza, que passou a integrar a defesa de Lula no último dia 3.
Antes, já haviam se tornado advogados de Lula a presidente do PT, senadora Gleisi Hoffmann (PR), e o ex-ministro Fernando Haddad, atual vice na chapa de Lula e quem deve substituí-lo em caso de inelegibilidade.

O uso da expressão "atual vice" se justifica pelos termos da aliança do PT com o PCdoB, que definiu a retirada da candidatura de Manuela D'Ávila e sua inclusão como vice da chapa a partir do momento em que a situação eleitoral de Lula ficar definida pela Justiça.

Como advogados, Haddad, Gleisi e Emídio podem estar com Lula diariamente e em horários variados e definir com ele orientações para o partido e para a campanha eleitoral. Antes de passarem a integrar a defesa do petista, eles só poderiam visitar o ex-presidente nas tardes de quinta, quando Lula pode receber duas pessoas que não são de sua família durante uma hora.

Mesmo na cadeia, Lula coordenou, por exemplo, os movimentos que culminaram no isolamento da candidatura de Ciro Gomes (PDT) no campo da centro-esquerda, noticiou a Folha de S.Paulo no começo do mês.

O ex-presidente também indicou, já depois de sua prisão, os cinco nomes que estão coordenando sua campanha eleitoral
Lula cumpre pena pela condenação em segunda instância, por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, no chamado caso do tríplex, da Operação Lava Jato. Sua defesa tenta reverter a condenação nos tribunais superiores e afirma que não há provas dos crimes imputados ao ex-presidente.

A condenação deixa Lula, em tese, inelegível segundo os critérios da Lei da Ficha Limpa. A legalidade de sua candidatura depende de uma análise da Justiça Eleitoral. 
Apesar de preso e potencialmente inelegível, Lula lidera as pesquisas de intenção em voto nos cenários em que seu nome é apresentado aos entrevistados. Sem Lula, o líder é o deputado federal Jair Bolsonaro, candidato do PSL.

*Colaborou Ana Carla Bermúdez, em São Paulo