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PF identifica desvios de dinheiro feitos por ex-tesoureira da merenda escolar na Prefeitura de Jales

Investigações apontam que Érica Cristina Capi transferia verba de contas do Pasep e iluminação pública. Cinco pessoas foram presas na Operação Farra do Tesouro após desvio de mais de R$ 5 milhões da prefeitura.



Polícia Federal identificou novos desvios de dinheiro público praticados pela ex-tesoureira da Prefeitura de Jales (SP), Érica Cristina Carpi, presa desde 31 de julho suspeita de transferir mais de R$ 5 milhões do cofre municipal. Além dele, outras quatro pessoas foram detidas na operação Farra do Tesouro. De acordo com as informações da polícia, Érica, que nos últimos tempos atuava como diretora financeira, também desviava dinheiro de constas do PIS/Pasep, iluminação pública e merenda escolar, além da educação e, principalmente, da saúde, como já havia sido divulgado. Érica e a irmã Simone Paula Carpi Brandt conseguiram autorização da Justiça para cumprir prisão domiciliar. O marido de Érica, Roberto Santos Oliveira, e o cunhado dela, Marlon Brandt, também foram presos preventivamente. A secretária da Saúde Maria Aparecida Martins também foi presa, mas teve a prisão revogada. Érica foi denunciada pelo Ministério Público por formação de organização criminosa, falsidade ideológica, peculato - quando funcionário público pratica crime contra a administração - e lavagem de dinheiro. A denúncia também aponta a maneira que Érica desviava o dinheiro. Ela criava lançamentos falsos, já que após anotar a lápis a quantia desviada, ela destruía o documento para dificultar uma possível fiscalização. Também é citada na ação a ex-secretária de Saúde e ex-chefe de gabinete Patrícia Albarelo Ribeiro Oliveira. Ela vai responder por peculato culposo, já que autorizou a abertura da conta que Érica usou para desviar recursos da prefeitura, quando ocupava o cargo de secretária. Patrícia não quis comentar o caso. Os advogados de defesa dos acusados disseram que não vão comentar sobre o assunto. A Polícia Federal abriu um novo inquérito para investigar outros possíveis crimes e a participação de mais pessoas no esquema.

Entenda o caso De acordo com a Polícia Federal , Cristiano Pádua da Silva, a família usou dinheiro público da educação, e principalmente da saúde, para bancar uma vida de luxo, como a construção de um rancho na zona rural de Jales. Imagens de dentro do imóvel mostram que a "Estância Felicidade" conta com área gourmet, móveis e eletrodomésticos de luxo, piscina e palmeiras no jardim. No primeiro depoimento à PF, Érica confirmou que fazia os desvios desde 2008. O dinheiro, segundo a polícia, ia direto para contas da ex-servidora e até para as empresas do marido, que abriu três lojas de roupas e calçados. Além da prisão da família, a polícia lacrou os comércios, a chácara e apreendeu carros de luxo, sendo que um dos veículos havia sido comprado dias antes. Policiais à paisana flagraram Roberto na concessionária fechando o negócio.


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