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Presidente de associação quilombola é preso suspeito de cobrar valores indevidos por benefícios sociais, em Niquelândia

Segundo polícia, ele cobrava por cadastro para benefícios habitacionais que podem ser requeridos gratuitamente. Delegado diz que investiga ainda desvio na cessão de cestas básicas.


presidente da Associação Urbana e Rural dos Remanescentes de Quilombo Rufino Francisco, Juarez Dias Ferreira, de 52 anos, foi preso suspeito de cobrar valores indevidos para fazer o repasse de benefícios sociais gratuitos em Niquelândia, região norte de Goiás. Segundo a Polícia Civil, a suspeita é que ele pratique o crime desde 2015. A corporação ainda contabiliza os prejuízos, mas acredita que, somente neste ano, ele tenha desviado R$ 104 mil. O delegado disse que Juarez ainda não tem advogado constituído. A prisão ocorreu na tarde de quinta-feira (23) em uma ação conjunta com o Ministério Público. Segundo o delegado Cássio Arantes do Nascimento, responsável pelo caso, as investigações começaram há cerca de um mês após uma denúncia anônima. 

 "Denunciaram ao MP que ele estaria na rodoviária da cidade cobrando R$ 10 por pessoa por cadastro em um programa da Agehab [Agência Goiana de Habitação] que é gratuito e tem como intuito a cessão de benefícios sociais nessa área", disse o delegado ao G1. Entre os benefícios, estão cheques-moradia, cheques- reforma e até mesmo os próprios imóveis. Nascimento explicou que qualquer pessoa que se enquadrar na regras do programa, pode solicitar o benefício gratuitamente para tentar obtê-lo.
Outros crimes Nesta ocasião, a polícia não prendeu Juarez. Apenas recolheu documentos que, após analisados, subsidiaram o pedido de prisão, solicitado e deferido pela Justiça. Ao longo da investigação, a polícia descobriu ainda outras denúncias contra o diretor da associação. Uma delas diz respeito à cobrança de R$ 20 por associado - são cerca de 500 no total - para receber uma cesta básica, que também deveria ser gratuita. Juarez é também sócio de uma empresa de construção. Conforme o delegado, essa companhia estaria envolvida em outro crime praticado dentro do âmbito da associação. "Ele é suspeito de, enquanto presidente de associação, contratar uma empresa para a construção de 300 casas populares. Essa empresa subcontratou a companhia da qual ele é sócio para fazer o trabalho. O valor do contrato era de R$ 6 milhões", explica. Apesar disso, como a proposta não foi aceita pelo banco, o projeto não saiu do papel. Juarez deve ser iniciado por estelionato, apropriação indébita e associação criminosa. Ele foi afastado da presidência da associação enquanto durar as investigações.

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