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10 mortos , 50 regatados e 300 desaparecidos na tragédia de Brumadinho MG

Uma barragem da mina Córrego do Feijão, da mineradora Vale, em Brumadinho, na região metropolitana de Belo Horizonte, se rompeu na tarde desta sexta-feira.


Pouco mais de três anos depois da tragédia de Mariana, uma barragem da mineradora Vale se rompeu e outra transbordou em Brumadinho, na região metropolitana de Belo Horizonte. Uma enxurrada de rejeitos de minério de ferro arrastou prédios da empresa e casas da comunidade de Vila Ferteco - o restaurante onde funcionários almoçavam na hora do acidente foi soterrado. Segundo o presidente da Vale, Fabio Schvartsman, a barragem era considerada de “baixo risco” para rompimento. Ainda não há informações sobre as causas do acidente.

Após retornar a Brasília, vindo do aeroporto de Confins, em Minas Gerais, o presidente da República, Jair Bolsonaro, afirmou à imprensa que "infelizmente, pode aumentar muito o número de mortos (em Brumadinho). Vou receber agora um telefonema do senhor Benjamin Netanyahu, ele estava oferecendo ajuda com base em tecnologia para buscar os desaparecidos". O auxílio de Netanyahu, primeiro-ministro de Israel e aliado do governo Bolsonaro, já havia sido citado em coletiva de imprensa do governador de Minas Gerais, Romeu Zema, no aeroporto de Confins, após reunião com Bolsonaro. "É muito difícil localizar um corpo a 5, 10 metros de profundidade. Israel se ofereceu para poder fazer isso", disse Zema. Bolsonaro saiu de Brasília por volta das 8h de hoje para sobrevoar a região afetada pelo rompimento da barragem da Vale em Brumadinho. Após o voo, se reuniu com Zema e o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, retornando a Brasília por volta das 14h. (Carla Bridi)

Salles propôs ‘licença ambiental autodeclarada’ Sob pressão parlamentar, o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, estuda a possibilidade de sua pasta adotar um modelo de autodeclaração digital para facilitar os trâmites de licenciamento ambiental para o empreendedor, mas sem prejuízo ao meio ambiente, conforme afirma o Secovi-SP, após evento da entidade com a presença de Salles, em 14 de janeiro. “O desenvolvimento nacional exige realismo, transparência e bom senso. Precisamos respeitar a livre iniciativa, parar de demonizar o lucro que gera investimentos. É possível adotar normas equilibradas para estimular o crescimento econômico sem abrir mão da preservação do meio ambiente e dar fim à ‘burrocracia'”, disse. “É preciso tomar cuidado, pois essa lei está partindo do princípio de que o setor privado é sempre uma potencial ameaça. É preciso colocar a livre iniciativa em situação de respeito (…) Vamos colocar o ministério todo no meio digital. Isso fortalece a transparência e agiliza diversos processos”, acrescentou o ministro no encontro com o setor da habitação. A proposta faz parte do Projeto de Lei (PL) 3.729/2004, que altera normas para licenciamento ambiental no País.

Após sobrevoar a área da tragédia em Brumadinho, o presidente Jair Bolsonaro se reuniu com o governador Romeu Zema, o presidente da, Vale Fabio Schvartsman, a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, ministros e representantes do governo de Minas Gerais no Aeroporto de Confins e colocou à disposição do Estado recursos do governo federal, como reforços nas equipes de buscas e equipamentos. Segundo Zema e o coronel Estevo, comandante do Corpo de Bombeiros de Minas Gerais, Bolsonaro disse para eles que disponibilizará equipamentos obtidos em parceria com Israel nas buscas pelas vítimas, com tecnologia capaz de localizar pessoas que estejam enterradas. “Nós estamos aguardando nos próximos dias e fazendo uma análise melhor do terreno para empregar no momento certo outras tropas especializadas. Muito provavelmente vamos precisar de cães farejadores a partir de segunda-feira e faremos o contato tanto com o governo federal quanto com os Corpos de Bombeiros de outros Estados”, afirmou o coronel. (Marcelo Faria - Especial para o Estado)