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Desvios de verba prende dois empresários e procura quatro servidores de Castelândia

Segundo MP, estão foragidos: prefeito, vereador, servidor e secretário da cidade. Conforme promotor, empresas contratadas sem licitação pagavam funcionário da Prefeitura para realizar serviço pelo qual eram pagas.


O Ministério Público do Estado de Goiás (MP-GO) prendeu dois empresários e procura quatro servidores públicos de Castelândia, na região sul do estado, todos suspeitos de desvios de verbas. Segundo o órgão, estão foragidos: o prefeito da cidade, Marcos Antônio Carlos, o vereador Izaac Lopes de Oliveira, o secretário de Transportes, Gustavo Campos dos Santos, e do servidor Pedro Antônio de Oliveira. Os advogados do prefeito informaram que vão “tomar as providências”. O G1 e a TV Anhanguera não conseguiram contato com a Prefeitura, Câmara de Vereadores e defesas dos demais citados. O promotor Sávio Fraga explicou que os dois presos são Iris Domingos da Costa e Gilberto de Almeida Leles. “Esses dois empresários estavam usando contratos com administração pública, infringindo a lei de licitações, para enriquecer ilicitamente”, afirmou. A dupla já havia sido presa em Cachoeira Dourada durante a Operação Quinta Geração, que investigou desvio de verbas da Câmara de Vereadores da cidade. Ainda conforme Fraga, as investigações de Castelândia surgiram a partir desta ação em Cachoeira. “Foi celebrado um contrato com o executivo e outro contrato com o legislativo por duas empresas que pertencem a um mesmo núcleo familiar. Todos foram celebrados sem licitação. Por meio de quebra de sigilos bancários, constatamos que foram feitas várias transferências das empresas para servidores públicos de Castelândia”, contou. A operação do MP, batizada Nova Geração, foi em busca dos quatro servidores para cumprir os mandados de prisão temporários, mas apurou que eles não são vistos na cidade desde quinta-feira (14). A ação também cumpriu seis mandados de busca e apreensão na cidade. Os dois contratos investigados pelo MP começaram em janeiro de 2017. No entanto, de acordo com o promotor, “as primeiras transferências foram no período da campanha eleitoral de 2016, feitas da conta pessoal de um desses empresários para a conta pessoal de um servidor público”.